04 Jun 2026
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A entrada em vigor das novas exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) no último dia 26 de maio, que determina que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem riscos psicossociais no ambiente de trabalho, deve impulsionar o mercado de saúde ocupacional no Brasil.
De olho nesse cenário, o Grupo SMZTO, considerada uma das maiores holdings de franquias do país, anunciou investimentos na MedNet, rede especializada em medicina e segurança do trabalho.
Fundada em 1994, em Americana (SP), pelos médicos Paulo César Barbudo e Orjana Barbudo, a MedNet iniciou sua expansão por franquias em 2011. Atualmente, a rede reúne mais de 60 unidades em operação no país, atendendo cerca de 20 mil empresas de diferentes portes e segmentos.
Com a entrada da SMZTO como sócia minoritária, a expectativa é acelerar o crescimento da operação. A meta é alcançar mais de 200 unidades franqueadas nos próximos dois anos. A empresa faturou R$ 150 milhões em 2025, e projeta encerrar este ano com receita de R$ 200 milhões.
Segundo José Carlos Semenzato, presidente do conselho da SMZTO, a atualização da NR-1 foi um dos fatores que contribuíram para a decisão de investir no segmento. Além da nova regulamentação, ele destaca o ambiente regulatório trabalhista brasileiro e o modelo de negócios da MedNet como diferenciais relevantes para sustentar a expansão.
A nova norma amplia a atenção das empresas para riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como estresse crônico, excesso de carga mental, jornadas prolongadas e situações de assédio moral. A partir da identificação desses fatores, os empregadores devem incorporá-los aos programas de gerenciamento de riscos e adotar medidas de prevenção e controle.
Para Paulo Barbudo, a regulamentação traz visibilidade a uma questão que já impactava a produtividade e a saúde dos trabalhadores, mas que frequentemente era tratada de forma reativa pelas organizações.
“O problema sempre existiu. A diferença é que agora as empresas passam a ter instrumentos para identificar os riscos, estabelecer prioridades e implementar ações preventivas antes que eles resultem em afastamentos ou outros problemas mais graves”, afirma.
FONTE: Diário do Comércio